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Pra quê conhecer pessoas?

Eu tenho quase certeza que você já ouviu sobre a teoria dos seis graus de separação, estou errado? Caso eu esteja, deixe-me explicar. Existe um cálculo que afirma que qualquer pessoa do planeta está conectada a toda a população mundial por apenas seis graus de separação. Por exemplo, com até seis níveis de conhecidos, eu conseguiria chegar no Barack Obama ou no Silvester Stallone, até mesmo no Dalai Lama! Essa era a teoria original, pelo menos. Em 2016 o Facebook lançou um estudo dizendo que, agora com as redes sociais, todos nós estamos a 3,57 pessoas de distância de qualquer um.

E por que estou falando disso? Qual a importância de conhecer pessoas? Bom, com pessoas vêm junto oportunidades. Podem não ser imediatas, podem não ser o que você precisa no momento, mas elas acompanham qualquer um que você tenha a oportunidade de conhecer. Criar uma rede de conhecidos que podem te adicionar algo no futuro é o que chamamos de networking.
Vamos criar uma situação hipotética, que tal? Você precisa de um serviço e tem em mão dois profissionais para entrar em contato. Um deles você possui apenas um telefone ou email de contato. O outro você conhece, já conversou com ele e trocou contatos pessoalmente. Você não possui nada contra nenhum dos dois, qual escolherá? Posso te afirmar que você decidirá pelo profissional que você conhece, com o qual já conversou. Isso porque existe uma relação mais pessoal envolvida, você conhece a pessoa, sabe que ela existe e como ela funciona. É claro que más experiências podem anular qualquer networking feito, mas enquanto não existem contras para oporem os prós, o candidato favorito em uma escolha é sempre aquele que você conhece.

Antigamente o networking era feito na grande maioria através dos cartões de apresentação. Os profissionais eram loucos para trocarem cartões e guardavam cadernos ou fichários enormes com centenas de cartões que acabavam não servindo de muita coisa. Hoje em dia a função do cartão é outra. Ele serve apenas para a pessoa poder te procurar mais tarde na internet ou para ter as suas informações até guardar no celular. Ainda é importantíssimo para conseguir entregar todas as formas de contactar você enquanto ainda há interesse, mas acabou se tornando um recurso perecível. Anos atrás perder um cartão era quase igual a perder para sempre o contato da pessoa, hoje em dia ele só precisa durar até você adicionar o profissional que o entregou em qualquer outro lugar mais durável.
Agora é necessário haver um interesse mútuo. Você precisa do contato daquela pessoa, mas ela também deve sentir que precisa manter você por perto. A troca não é mais unilateral, a sensação de que haverá algo a ser adicionado deve vir dos dois lados; você precisa ser interessante para o outro lado da conversa. Manter o contato quente também ajuda muito. Ligar ou mandar mensagem apenas quando você precisa de algo pode, com o tempo, desgastar essa relação mesmo que ela seja apenas comercial. Parcerias precisam desse cuidado mais acentuado, considerando que a pessoa precisa se sentir a sua parceira (meio óbvio, né?) ao invés de um prestador de serviço.
No fim, o networking é importantíssimo para o crescimento de qualquer projeto. Afinal de contas, se você não é apto para a área de atuação onde você precisa de algo feito, é bom que ache alguém que seja. E para isso você precisa conhecer as pessoas corretas. Mas lembre-se: ofereça algo em troca, seja interessante.